17.6.08

8. Marlon Corleone Brando

Sei, sei, vou comprar uma briga de cachorro grande aqui, mas Dom Corleone era sutil, quase frágil fisicamente. Pra que aquele ostensivo algodão na boca? Pra que aquela coisa sussurrada? Pra que toda virilidade? Não, ele não se impunha fisicamente, apesar de poder fazê-lo. Não, sua voz não era sussurrada, nem tinha a opção oposta, a do grito. Corleone era a voz suave. Ele era o equilíbrio físico em sua quinta-essência, porque isso se contrapunha ao que de mais agressivo e voraz já existiu na alma. Se a interpretação de Marlon Brando fosse um sanduba paulistano, seria o de mortadela do Hocca Bar (sem dúvida inesquecível, mas mais pela opulência). E deveria ser o Polaco, do Bar Léo. O livro bate o filme -- sempre bate --, mas só quem leu o texto de Mario Puzo pode dimensionar Corleone. Dom Corleone (Marlon Brando), 2min37"

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